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sábado, 23 de novembro de 2013

Que o Brasil se dane



            Todo mundo sabe que eu amo futebol. Sinto até amor demais por este esporte, mas como já escrevi neste blog, sempre fui contra a realização da Copa do Mundo neste país.
            O Brasil é um país de corruptos. Quase todos os políticos só pensam em seus próprios interesses e não nos da população; há desvios de verbas... Isso todo mundo sabe.
            Nosso país ao invés de gerar empregos, educação de qualidade, dá dinheiro em troca de votos, como se estivéssemos no século passado quando existia coronéis que entregavam um agradinho para seus eleitores.
            Este país tem tanta coisa ruim que se eu fosse discorrer sobre isso... escreveria um livro. O Brasil tem tanta coisa pendente, coisas mais importantes que levantar estádios com dinheiro público. Não era a hora de uma Copa no país Tupiniquim.
            Estou entrando mais tarde no serviço, mas estou acordando no mesmo horário, por isso fui trabalhar de ônibus ao invés de ir de trem. Passei em frente do Autódromo de Interlagos, onde acontece neste fim de semana o último grande prêmio da Fórmula 1 do ano. Vi tanto gringo e um contingente policial digno de primeiro mundo. Todo o ano é assim: pintam os muros pichados do Autódromo, as guias da rua, a ponte da Av Interlagos. Tentam dá aquela maquiada na pobreza.
            Trabalhei, fui para a natação e ao chegar em casa o telefone tocou. Do outro lado da linha uma voz embargada. Estremeci! Não reconheci que era minha irmã mais velha que ligou para contar que havia sido assaltada em frente a sua casa. Os dois ladrões armados levaram seu carro e meu cunhado que sofreu um infarto em Janeiro viu tudo.
Minha irmã mora no Jd São Bernardo que segundo o google maps fica a sete quilômetros do Autódromo de Interlagos, local onde devia estar todos os policiais de São Paulo. O governo não liga para as pessoas que trabalham. Eu vi todo o sacrifício da minha irmã. Que lutou e luta todos os dias para ter as suas coisas. Minha irmã é professora e ela deveria ser bem mais valorizada que o Neymar, como o povo proclamou nas manifestações. Como este país de merda vai sediar uma Copa do Mundo? Como fica as pessoas que não tem condição de ir para os jogos?  Quero que o Brasil se dane. Estou tão revoltada. A gente liga a TV e todo dia vê isso acontecendo no Brasil inteiro e ninguém faz nada. Quando vão fazer alguma coisa?
Que inveja que eu sinto dos países de primeiro mundo, como a Suécia que fecharam presídios por não terem bandidos. Que inveja eu sinto de países como os Estados Unidos onde não há impunidade.

Os dois ladrões que levaram o carro da minha irmã também são vítimas de uma política de bosta, de um país que não faz nada para mudarem as leis. Estes dois são apenas uma parte dos filhos da pátria amada, a pátria de chuteira , o país da Copa do Mundo da Fifa. Eu torcer para o Brasil na Copa? Que se danem! Este é meu jeito de protestar. Pão e Circo comigo não. 

Deu pane?



            Estou até agora tentando entender o que aconteceu com o São Paulo ontem. Eu acho que o time após fazer o primeiro gol começou a “se sentir” e aí não teve jeito foi gol da macaca que parecia não acabar mais. Tá certo que o primeiro gol foi contra e o terceiro teve uma ajudinha da zaga Tricolor. No final 3 a 1 para a Ponte Preta e silêncio no Morumbi.
            Como sempre venho dizendo. Vou comemorar este não rebaixamento do São Paulo como se fosse um título. Diante de todas as circunstâncias, a permanência do São Paulo na série-A é um milagre. Se JJ não tivesse trazido Muricy Ramalho é quase certo que o time do Morumbi estaria agonizando ao lado do Náutico.
            Chegar a Libertadores depois de tanta coisa horrorosa em campo e fora dele seria um prêmio, mas não vai dar. Nem precisava o São Paulo ter lido o regulamento da Sul-Americana e lutar para que a partida de volta não acontecesse no Moises Lucarelli. Pra mim o São Paulo deu adeus ontem a chance de fazer este ano de 2013 menos pior.
            Mudando de assunto. Estou feliz pela seleção do Uruguai ter conquistado a vaga para disputar a Copa do Mundo. Eu não gosto da seleção brasileira, mas adoro uma Copa do Mundo. Entro em êxtase com tanto futebol. È jogo de dia, de tarde, de noite. (risos).
            Minhas duas seleções usam camisa azul: Itália e Uruguai. Dia 06 tem sorteio dos grupos. Espero que a Itália e o Uruguai pegue umas babinhas na primeira fase.
            Ah! Fiquei com raiva da França ter conseguido a vaga para o Mundial no Brasil. Por causa deles não consigo torcer para o Brasil e nem comer salgadinho torcida. Na final da Copa de 1998, eu estava comendo torcida na hora em que o Zidane fez o primeiro gol. Toda vez que vejo um pacote de torcida, eu lembro da França, do Zidane e da cara pálida do Ronaldo.
            Sempre quis ir à um jogo de Copa do Mundo, mas não será desta vez. Como está caro os ingressos. Só a elite.

            Falando em elite... O que será que passa na cabeça dos pilotos de Fórmula 1 quando vêem à Interlagos? O lugarzinho feio, com uma favela que mostra bem a desigualdade do Brasil. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Resultado na porta do banheiro



            É fato que adolescentes sentem sono, muito sono, e eu não fui diferente. Estudava cedo e minha escola ficava longe. Tinha de acordar às 05h todos os dias e conseqüentemente, eu dormia cedo.
            Nas noites de quarta-feira eu tentava ficar acordada para acompanhar os jogos, mas quase sempre acabava dormindo. Naquela época, a Internet não tinha a força de agora. Na verdade nem computador eu tinha. Quanto mais Internet. A única coisa que eu tinha era um Walk-man digital para eu ouvir minhas músicas, notícias e futebol.
            Muitas vezes eu dormia com o radinho ligado e claro, sofria para arrumar dinheiro para comprar pilha depois. Pela ânsia de saber se o São Paulo tinha ganhado ou perdido na noite anterior, pedia para minha irmã escrever o resultado final da partida em um papel e pendurar na porta do banheiro (risos). Minha irmã trabalhava à noite e chegava tarde, como ela é professora, enquanto preparava aula ou arruma seus diários de classe, via os jogos pra mim (risos). Lembrei disso estes dias. Agora está tudo tão tecnológico. Para saber o resultado de um jogo basta apenas ligar o celular e em instantes se consegue acesso não só para o resultado de um clube, mas de todos os jogos da rodada.

            Até 2006, eu colecionava as súmulas dos jogos do São Paulo. Parei por não ter onde guardar e também por perceber que era algo inútil, pois com o advento da Internet é possível acessar a súmula do primeiro jogo oficial do São Paulo. Acho que deve ser por isso que o futebol está chato. Tudo muito instantâneo também atrapalha.  Na verdade, sinto saudade até das pequenas coisas... O futebol está chato!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Concurso desnecessário

          Todos os anos é eleita a “Musa do Brasileirão”. Cada clube tem sua representante, claro que a maioria das gostosas não entendem nada de futebol, são escolhidas por terem atributos físicos e não por entenderem d esporte bretão.
            Fui pesquisar no dicionário o significado da palavra musa e achei: “1. Mit. Cada uma das 9 deusas que presidiam às artes. 2 Fig. Pessoa que inspira um artista. (fonte: dicionário Aurélio). Se o jogador de futebol é um artista da bola, ele não precisa de uma “gostosa” para motivá-lo, mas sim um torcedor de verdade. Que pelo menos conheça um pouquinho da história de seu clube, sem precisar ter uma bunda bonita.
            Dizem tanto que o Brasil é o país do futebol e blá,blá, blá... Mas não vejo isso. O futebol precisa ser levado mais a sério. Não é só homem que consome futebol, existem mulheres como eu que também consumem o produto futebol e querem ir ao estádio e ver coisas diferentes na hora do intervalo do jogo e não um monte de mulheres semi-nuas bricando de “bobinho” no meio do gramado. Ontem teve esta palhaçada no Morumbi. Coisa ridícula. Quantas velhinhas são torcedoras símbolos queriam ter a oportunidade de entrarem e pisarem no gramado em que joga seu clube do coração, mas nunca terão está sorte pois, já estão velhas ou nasceram feias...
            Ai que gosta de futebol como eu, tenho de ouvir piadinhas. Por que ao invés de investirem em concurso de “musa do Brasileirão”, não fazem uma seleção com a meninas deste imenso Brasil que sonham em jogar futebol. Mas, este povo de memória curta só lembra do futebol feminino quando chega a época de Copa do Mundo da categoria ou nas Olimpíadas. E quando as meninas perdem, criticam, mas apoio, não vejo. Fazem de tudo para tornarem o futebol algo mais distante das mulheres.
            Musa? Pra quê!
           


Este texto foi escrito por mim em 2006.



            Mulheres no futebol: isso é possível?

            Neste primeiro texto de 2006 quero desabafar sobre o quanto é doído gostar de futebol sendo do sexo feminino.
            Quando o homem gosta de futebol é inteligente e bom entendedor sobre o assunto. Quando uma mulher gosta de futebol é fanática e claro, sobram línguas para falar mal e julgá-las.
            O homem pode ir ao estádio com seus amigos, mas se um grupo de mulheres se reúnem para ver um jogo ao vivo são apenas “marias-chuteiras”.
            Nos programas esportivos de domingo a noite, ao lado dos apresentadores, há loiras exuberantes que contribuem para a falta de respeito com as mulheres que realmente gostam de futebol. As assistentes são acionadas apenas para lerem e-mails. Algumas gaguejam e a impressão que dá que nem ler elas sabem, imagina se saberiam explicar o que é um impedimento e que jogador bom não são os bonitos, mas o que jogam bem. Assim, mandam para o espaço a chance das mulheres conquistarem um espaço maior nos meios de comunicação.
            Não sei o que acontece no resto do Brasil, mas em São Paulo não há um grande nome de peso para representar as mulheres no jornalismo esportivo.
            Na Record há a Renata Fan, esforçada é para mim, perto das assistentes que o Milton Neves teve, a melhor, pois parece querer aprender.
            Quero muito mulheres competentes no jornalismo esportivo, isso seria um começo para este preconceito besta que teima em existir.
             E uma pergunta: Por que os meios de comunicação, empresários e dirigentes de futebol não se interessam pelo futebol feminino?
            Mas, o melhor de tudo é que mesmo com esses percalços temos a segunda melhor jogadora de futebol do mundo: Marta, que joga na Suécia.
            Bom é isso!
            Respeito pelo menos com as mulheres que amam futebol.
            Saudações Tricolores!


02/01/2006

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quando que as coisas vão dá certo?

       Preparei dois textos para o Blog, mas não os publiquei, pois tive um dia difícil. Estou tentando juntar as peças do quebra-cabeça da minha vida. Fui transferida de agência, mas não gostei do que querem que eu faça. Sabe, estou saturada, cansada de perceber que não me encaixo em lugar nenhum do meu serviço. Como pode uma empresa tão grande não ter um lugar pra mim... Não aguento mais ignorarem minha trajetória...Às vezes tenho a sensação de ser novata, que meus sete anos não valeram e não valem nada....
         Decidi que chegou a hora de tomar uma dura e difícil decisão: pedi pra sair. Está doendo como se eu tivesse saindo de um relacionamento amoroso. Não posso mais sofrer por causa do trabalho. Não posso sentir a dor no peito, agonia e as lágrimas que teimam cair pelo meu rosto. Foram sete anos bem vividos. Agradeço ao meu trabalho a tudo que eu tenho. Cresci muito, mas preciso me lançar águas mais profundas.
           Talvez um dia eu me arrependa desta decisão, mas sei que Deus tem o melhor pra mim. Não tardará eu arrumar um novo emprego que me fará acreditar que fiz a escolha certa.
              Não tenho mais tempo para pensar, já tenho 30 anos. Preciso agir!

domingo, 27 de outubro de 2013

Saudade de um tempo que não volta mais



            Estes dias tenho me sentido saudosista. Tenho lembrado de coisas que nem lembrava mais. Às vezes sinto uma saudade doída das coisas que não posso fazer mais, como por exemplo: jogar futebol.
            Mais tem uma coisa que eu sinto muita falta, mais falta que jogar futebol: escrever.
            É tão triste não ter tempo para me dedicar ao que mais gosto de fazer. São tantos os afazeres. É comida para fazer, é a roupa para lavar e para passar... é o meu curso de inglês; sem falar no cansaço físico e mental do trabalho braçal. É um esforço danado para ganhar o pão que quando chego em casa só penso na hora de ir para cama.
            Esta semana foi uma beleza para quem gosta de futebol. O Rogério Ceni pegou demais e o Pato deu uma cavadinha ridícula na batida de pênalti em Dida.  Foram tantas coisas acontecendo.
            Na quinta-feira eu fiquei por alguns momentos aérea ao escrever mentalmente enquanto eu trabalhava (risos).
            Lembro da época do colegial. Foram inúmeras vezes que eu terminava a lição rapidamente para assim poder escrever na minha agenda. O assunto sempre era o futebol. A rodada da semana, a polêmica do dia... E claro, escrevia sobre meu sonho de ser jornalista.
            Que saudade de ter esperança. Parece que depois dos 30 a vida fica mais difícil. Eu tenho olhado para trás e lembrado das coisas passadas, pois preciso de respostas para saber o porquê as coisas chegarem a um ponto tão dolorido. A pior coisa que se tem é trabalhar naquilo que não se gosta. E o pior é não poder reclamar disso. As pessoas pensam que eu tenho o melhor emprego do mundo e que por isso não tenho direito de ser feliz. Não posso resmungar nenhum pouquinho. Nasci na periferia, lutei para estudar, não tive oportunidades e tenho que me conformar? As pessoas são hipócritas. Também querem reclamar, mas não fazem para manter o sorriso estático do “tudo está bem”.
            Se Deus me der saúde e paciência para trabalhar, daqui uns 20 anos estarei aposentada e assim poderei escrever. Infelizmente nasci burra para matemática, que dizer nasci burra para a maioria das coisas, então tenho de agüentar firme, senão ficarei doida.

            Tenho de me conformar: escrever só quando sobrar tempo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Domingo no Morumbi



                No último domingo fui com uma galera para o estádio. Confesso que foi a primeira vez que fiquei com medo, pois nunca havia ido ao Morumbi com tanta gente. Fomos em 16 pessoas e hoje em dia já não temos o direito de vestir a camisa do clube, porque a violência por causa do futebol só aumenta.
                Graças a Deus não aconteceu nada conosco. Ficamos na arquibancada amarela e de lá pudemos ver “o couro comendo” na arquibancada laranja. Coisa triste e que poderá custar uma punição ao São Paulo. Dizem que hoje é o último jogo do Tricolor no Morumbi no ano, caso o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva aplique uma pena rígida, a torcida são-paulina não acompanhará seu clube de coração no Cícero Pompeu de Toledo até o final do Brasileirão.
                Ainda bem que eu fui ao Morumbi domingo. O resultado não foi bom, mas valeu pela diversão. Ri muito com a criatividade da torcida são-paulina ao cantar para o Sheik (risos) e percebi o quanto o Tite é retranqueiro. O Corinthians não joga e não deixa jogar, por isso o time empata tanto.
                Ah! Não venham falar mal de Rogério Ceni para mim. Minha memória futebolística não funciona somente de quarta e domingo como a maioria das pessoas. Rogério Ceni para mim tem crédito eterno. Se Ceni não tivesse ido bater aquele pênalti estariam dizendo por ai que ele é pipoqueiro. .. Até se aposentar Rogério Ceni sempre ficará entre a cruz e a espada. Não tem jeito!                
Peregrinos do Tricolor!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Babou as férias

           Amanhã começa a luta novamente. E meu tempo de escrever começará a ficar escaço de novo. Tempo até eu tenho, mas ao chegar do trabalho dá um desânimo. Que Deus olhe por mim, mesmo sem merecer, pois está difícil! Fui!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Estou confusa...

Ao anunciar o árbitro da partida entre São Paulo e Grêmio, meu marido exclamou: “Mor, o juiz é aquele careca”.  Na hora deduzi que o São Paulo não ganharia o jogo (risos).
A luta contra o rebaixamento vai ser dolorida. Já mudei tanto de opinião. Não consigo dá uma opinião concreta sobre o Tricolor. Sei lá, estou hiper, mega confusa. Não sei se o rebaixamento virá. Se esta coisa horrível acontecer... Não sei qual será minha reação. Melhor deixar acontecer e viver uma partida por vez. Enquanto houver esperanças... Estou na torcida.
            Mudando de assunto... que delícia ouvir rádio de domingo. Hoje fiquei ouvindo um tempão Milton Neves na Rádio Bandeirantes. Rádio mexe comigo, me emociona e me deixa feliz. Ouvir futebol no rádio é meu vício. E olha que pensei que com o tempo esta mania passaria, mas não tem jeito. Gosto de ouvir rádio e ver a partida simultaneamente. Narração no rádio é bom demais. E depois que acaba a partida não consigo desligar... tenho de ouvir o pós-jogo. Quando o time ganha, quero ouvir o que o treinador tem para falar. Quando perder, quero ouvir a desculpa que ele vai dar (risos).
            Ah! E no estádio, é claro, tenho de escutar rádio...
           


O que tem na TV às quartas-feiras à noite?

Faço parte de uma minoria que ainda não aderiu a TV por assinatura. Então tenho que acompanhar tudo pela TV aberta. Na quarta-feira, ao invés de acompanhar a partida entre Corinthians e Grêmio válido pela Copa do Brasil, fiquei mudando de canal para ver o que acontece neste horário destinado ao futebol. Na verdade, eu só lembro do outros programas e canais quando o esporte bretão está de férias.
            Peguei o controle e ao mudar para o SBT vi no Programa do Ratinho uma cantora chamada Dulce Maria. Senti-me um ET, pois vi umas meninas na platéia chorando como se ela fosse a Beyonce e eu nunca ouvi falar dela (risos).
            Continuei com o controle remoto na mão e apertei o número 7. Comecei então assistir a Rede Record, esta transmitia uma novela que eu acho que se chama Pecado Mortal. Cheguei a conclusão que só a Globo sabe fazer novela neste país. Podem falar mal, mas a iluminação, figurino, cenário, atuações... Vai ser difícil tirar a emissora carioca do monopólio de novelas bem-feitas. Cansei em menos de cinco minutos de ver aquela chatice e mudei para a Rede TV, a Lu Gimenez me faz rir, pensei. Mas, naquele dia o assunto era ‘sério’: exorcismo. Bom, adoro estas coisas, mas os convidados e uma das matérias gravadas sobre o assunto não me chamaram a atenção... Mudei novamente de canal e a Gazeta estava no intervalo comercial do Todo Teu com Roni Von.
            Não cheguei a ver o que se passava na Cultura, porém acabei mudando para Globo e continuei vendo aquele jogo chato.Para mudar um pouquinho... coloquei na Bandeirantes e terminei de ver o jogo por lá. Ninguém ganhou, ninguém perdeu. Jogo empatado em 0 a 0. , mas na verdade, aquele jogo era a melhor coisa para se assistir naquela quarta-feira fria.

             

Minhas camisas do Tricolor



            Quando eu era criança, meu sonho era ter uma camisa do São Paulo. Quando tinha dez anos ganhei uma camisa falsificada que na primeira lavada ficou “tricolor”. Ai que tristeza. Em 1994, aos 11 anos ganhei novamente uma camisa do camelô, mas desta vez era melhorzinha e a usei até dizer chega. Mas queria mesmo era uma camisa original, igual ao dos jogadores. E para minha alegria em 1997 minha mãe me deu uma camisa original do São Paulo. O patrocinador estampado nela era Data Control (risos). Infelizmente minha mãe estragou esta camisa ao deixá-la de molho... Mas ainda a tenho guardada.
            Depois da primeira camisa vieram as outras cada uma com uma história diferente pra contar. Tenho uma camisa autografada pelos jogadores Rogério Ceni, Luis Fabiano e Kaká. Esta eu não uso, não empresto e guardo a sete chaves. Há outra que eu usei na final da Libertadores de 2005 e que comprei com muito custo ao juntar dinheiro quando eu era estagiária.
            Hoje em dia tenho mais de 20 camisas do São Paulo. Sempre que posso uso uma delas. Minhas camisas e blusinhas do Tricolor fazem parte do meu figurino. Não consigo ficar sem vestir minhas lindinhas.
            Também tenho uma camisa pólo vermelha que comprei por causa do Telê Santana (risos). Ela está tão velhinha, mas não consigo me desfazer dela.
            Meu marido perdeu minha camisa de goleiro. Ai que raiva que eu fiquei. Sabe como é homem. Querendo se mostrar prestativo, carregou todas as minhas compras e esqueceu-se de pegar a saco-chila da academia. Infelizmente minha camisa personalizada estava lá dentro. Nem gosto de lembrar este dia.
            Não tenho medo de andar uniformizada, apesar de ouvir coisas que não gostaria. Tem gente que é totalmente sem noção. Só sabe ficar repetindo: “Que camisa feia” ou “tira esta maisa”. Nunca pedi a opinião de ninguém sobre minhas camisas e muito menos dinheiro para compra-las, aliás, a maioria das minhas camisas são oriundas do programa Sócio Torcedor (quando ainda valia a pena ser sócio).
            Vou continuar colecionando camisas do Tricolor até quando eu puder... Vai que o São Paulo caia para a segunda divisão, as camisas do Tricolor ficarão mais em conta.

            Olha minha pequena coleção de camisas!

Minha pólo vermelha: lembranças de Telê

Meus “fiotes” amados



            Quando minha cadelinha Lugana morreu contei aqui como comecei a gostar de cachorrinhos, mas vou novamente contar para que possam entender meu sentimento por estes bichinhos que somente me dão alegria.
            Até os 11 anos eu só conhecia o amor dos gatos. Eu tive vários, que sempre acabavam indo embora. Minha última gatinha foi a Pipoca, uma felina sem raça definida linda de morrer. Ela era carinhosa, mas gostava de fugir (risos).
           Em agosto de 1994, meu irmão disse que levaria para casa um Pastor Alemão. No começo não gostei da idéia. Meus pais já eram separados e estava na casa da minha mãe quando Jack chegou. Sim o nome do lindo filhote de Pastor Alemão seria Jack, por causa do Jack, O  estripador . Meu irmão tem a mente fértil (risos). Ao ver aquele filhotinho peludo com orelhas enormes... eu me apaixonei! A Pipoca fugiu de vez e passei a conhecer o universo do cães.
            Jack era calmo, mas tão calmo. Só tinha tamanho, mas nunca mordeu ninguém. Com ele aprendi que os cachorros eram inteligentes, espertos e amáveis. Vivemos grandes momentos juntos.
           Como o Jack era muito grande, às vezes ele sentava ao meu lado e eu o abraçava e contava minha vida pra ele. Por vezes não falava nada. Apenas sentia o seu carinho.
            Jack foi para o céu dos cachorros em 25 de Janeiro de 2003.  Chorei muito. E cheguei a pensar que nunca mais teria um cachorro. Mas no mesmo ano, minha irmã deu ao meu pai dois vira-latas lindocos: Ted e Sborn. Sborn fugiu em novembro de 2005 junto com o Ted, este meu pai encontrou... já o serelepe do Sborn nunca mais vimos. O Sborn era doidão. Subia encima da casa por uma escada convencional (risos) e pulava como se não tivesse ossos. Ele tinha um medo terrível de chuva... Ai que saudade!
            Quando o Ted retornou para casa, meu pai decidiu arrumar um companheiro para ele. Na falta de um cachorro macho, adotamos uma cadelinha fofa que eu dei o nome de Lugana. Perdidos na idade que ela tinha, Lugana ficou prenha. Nasceram cinco filhotinhos: quatro meninas e um único menino.
            Pela primeira vez senti a dor de ter de dar aquelas lindas bolinhas de pêlo para a doação. Para amenizar esta dor pedi para minha mãe para ficar com um dos filhotinhos e assim, a Amorosa veio viver conosco. Minha mãe queria um cachorro para cuidar da casa (risos), que fosse brava... Ai, ai, ai. A Amorosa é tão amorosa, fofinha e preguiçosa. Ah! E não morde ninguém. Ela oferece ameaça a quem não faz carinho nela... (risos).
            Convenci meu pai a ficar com o cachorrinho macho, pois ele já havia decidido ficar com a única cachoorrinha que nasceu marrom, que demos o nome de Meg. Todos os nasceram pretinhos (risos). Infelizmente as outras duas foram para doação e eu espero que elas estejam bem. Rezei por elas.
            A ninhada estava quase completa, mas Deus quis que eu tivesse mais um cachorro (risos).  Lugana, Meg  e Amorosa seriam castradas. Recebi uma ligação do local da castração que informava a alteração da data da cirurgia das três meninas. Na espera... Amorosa ficou prenha. A data da castração saiu e me sugeriram que eu fizesse o aborto nela... Disse que não e fui recompensada com o Muricy (risos).
            Não tenho como expressar o que sinto pelos meus fiotes. Como posso gostar tanto deles? Eles são tão carinhosos. Dão força sem eu precisar falar nada. Ás vezes eu chego em casa cansada e ao ver o Muricy esqueço tudo.
            Não me vejo sem meus filhos do coração. Sempre quero ter um cachorro. Por toda a vida. Pena que cachorros têm vida e acaba por ir para o céu dos cachorros. Ai eu choro, digo que não quero mais, porém acabo por perceber que sem eles a vida é tão chata, sem graça. Sem lambidas, sem latidos de felicidade... Ah! Cachorro é tudo de bom!
            No dia do meu casamento, pensei que seria mais doloroso me despedir da casa onde vivi por trinta anos, mas o que me fez chorar foi a hora de me despedir dos meus cachorros. Abracei o Ted, o Telê, mas na hora de abraçar a minha gordinha (Meg), eu chorei um choro tão doído. Chegar em casa e não vê-la é complicado. Ainda bem que moro ao lado da casa da minha mãe e assim posso ficar perto do Muricy e da Amorosa.
            Hoje, ao limpar a casa, mirei meus olhos no do Muricy, que descansava despreocupadamente no sofá... Que alegria tê-lo como meu cachorro querido! Ele é sapeca, mas é tão carinhoso ao mesmo tempo. E olha que ele completa seis anos no próximo dia 26.
            Acho que todos os meus cachorros merecem um livro. Em um texto não dá para expressar todo os sentimentos e história de cada um.  E olha que nem falei do Lugano que ficou apenas dois meses comigo e infelizmente morreu por conta de uma virose. Talvez quando eu ficar velha, eu vire uma escritora para contar cada detalhe de todos os amigos peludos que passaram pela minha vida. Apesar de eu não conseguir ler e nem ver filmes sobre cachorrinhos. Já paguei cada mico. Tive de terminar de ler Marley & Eu, trancada no quarto, pois comecei a chorar de soluçar dentro do trem. Que vergonha! E prefiro nem comentar sobre quando assisti ao filme de mesmo nome... E o que dizer de Sempre ao seu lado? Deixa pra lá!

           P.S Chamo meu cachorros de Fiotes. Não escrevi errado a palavra filhote (risos)

Meus fiotes...
Jack. meu primeiro cachorro







            

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ainda perguntam o porquê de eu gostar de futebol


                Não sei quem disse a expressão: “o futebol é uma caixinha de surpresas”, mas que esta pessoa estava certa, isso eu sei. 
                Há uns dez dias, a maioria dos jornalistas esportivos diziam que o São Paulo cairia para a segunda divisão. Não sou  comentarista esportiva, mas também publiquei aqui que o Tricolor este ano não escaparia de disputar a segunda divisão no ano da Copa do Mundo.
                Depois de bater cabeça, a diretoria perdida do São Paulo, representada pela pessoa do Juvenal Juvêncio, ouviu o clamor das arquibancadas e trouxe Muricy Ramalho.  
                Com carisma, talento e sorte, o São Paulo saiu da zona de rebaixamento.  Jogadores como Ganso e Denílson voltaram a tratar a redonda com carinho e não é que há três jogos o time de Muriçoca não perde e não toma gol. 
                O campeonato Brasileiro está todo embolado.  Com a vitória de ontem do São Paulo pelo placar de 1 a 0 em cima do Galo Mineiro, o time do Morumbi ficou a três pontos da zona do rebaixamento e o mesmo número de pontos da zona intermediária da tabela, onde estão seus rivais Santos e Corinthians. Aliás, o que aconteceu com o time de Itaquera? 
                O Cruzeiro venceu mais uma e duvido que perca este título. A Raposa está com tanta sorte que ontem ao enfrentar o Botafogo, Seedorf perdeu pênalti...  O time mineiro já soma 49 pontos e o próximo jogo do líder é contra o perdido Corinthians. Que coisa!
                Pelo futebol ter este dinamismo louco é que eu gosto tanto deste esporte. Um dia você está  triste com seu time de coração e no outro você está zoando com o adversário... É tudo muito louco e sem nexo. E olha que o futebol brasileiro está nivelado por baixo...           




Uma sensação que não dá para explicar


            Muitos dizem que sou fanática pelo São Paulo, mas não me sinto assim, pois estou em uma fase mais Clean sem loucuras. Que dizer, quase sem loucuras.
            Por ter casado em abril, como uma boa pobre, estou cheia de prestações. Nunca estive tão sem dinheiro... Mas esta semana quis me dá um presente e acabei por ir ao jogo de estréia de Muricy Ramalho no comando do Tricolor. Por ter demorado a adquirir o ingresso não achei para os setores mais em conta e tive de comprar para um lugar mais Top... Como estou de férias este jogo foi como uma “viagem” e gastei um pouquinho.
            Moro onde Judas perdeu o meião do futebol e por isso tenho de pensar muito, mais muito antes de me aventurar em algum jogo no Morumbi à noite. Sabe como é. Eu burra como sou, ao invés de comprar um carro fiz uma Pós-graduação, então já viu. Dependo do transporte coletivo. Mas, como foi uma coincidência danada eu ter visto o Muricy Ramalho na sexta-feira e ele ter assinado com o São Paulo na segunda-feira, eu tinha de ir ao Morumbi de qualquer jeito.
            Durante todo o dia de ontem, depois de analisar minha conta corrente, eu me perguntei: “O que eu vou fazer lá?”. É difícil tentar explicar o que é o futebol na minha vida. O que seria Janine sem o São Paulo? Mas quando eu pisei no Morumbi, senti como se fosse a primeira vez. Meus olhos marejaram e senti algo que não sentia desde o ano de 2009: Confiança no Tricolor.
            Fazia tempo que eu não via a torcida são-paulina tão animada, pois o São Paulo já sofreu este ano um rebaixamento moral e ver a empolgação nas arquibancadas foi fantástico! E tenho certeza que os jogadores do São Paulo sentiram isso, pois a postura do time foi diferente. E isso aconteceu por causa de Muricy Ramalho.  E falar bem do Muricy Ramalho para mim é como “chover no molhado”.
            Quando Muricy Ramalho subiu ao gramado do Morumbi, a torcida Tricolor o recepcionou com o tradicional: É Muricy! É Muricy! É Muricy!, Foi uma das coisas mais emocionantes que eu vi no futebol. E olha que eu já estou ficando velha e já vi muita coisa (risos). Ao ver Muricy gesticulando à beira do campo como nos velhos tempos senti que o São Paulo ganharia.
            Ainda acho que vai ser difícil o São Paulo escapar do rebaixamento, mas Muricy ao menos trouxe novamente aquele orgulho de torcer pelo São Paulo, aquela sensação de que as coisas um dia vão melhorar.
            Domingo o São Paulo tem confronto dificílimo com o Vasco. Sei lá, seja o que Deus quiser!

            
Morumbi 12/09/2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Não acredito mais

       Já vou deixar registrado para depois não dizerem que eu não falei. Para mim o São Paulo caiu ontem. Triste momento que não vai passar tão cedo. Se o Juvenal Juvêncio queria que o Soberano tricolor se igualasse ao Corinthians, ele conseguiu. O Tricolor vai disputar a série-B ano que vem. E de lá acho que não sairá tão cedo. A torcida não apoiará, pois é sabido que a torcida são-paulina só vai na boa. Quem dos soberbos torcedores tricolores vão perder tempo indo ao estádio para assistir Icasa X São Paulo?
      Este momento é dolorido por demais. já vou preparar meu espírito para a primeira segunda-feira após o fim da última rodada do brasileirão, apesar de acreditat que o São Paulo caia bem antes da última rodada. Nunca imaginei que meu São Paulo tão grande, sempre tão bem administrado fosse se perder deste jeito. O São Paulo era para ser maior que a soberba dos "cardeais" que mandam no clube. Não se pode desejar o mal, mas a atual diretoria mereciam um castigo. Principalmente o Adalberto Batista babaca, falso são-paulino! Este cara torce para qualquer time, menos para o São Paulo. Ele pode ser inteligente, rico, mas não entende nada, absolutamente nada de futebol!
       Falta 19 rodadas para que o Brasil veja a queda de um gigante, 

domingo, 8 de setembro de 2013

Receita para o São Paulo vencer hoje



            Após a missa da manhã, fiquei conversando com dois amigos e meu marido sobre futebol e disse que o São Paulo perderia a partida ou empataria, mas ganhar do Botafogo no Rio... não! E não foi que pela ajuda da trave o São Paulo empatou em 0 X 0 com o Fogão?
            Apesar do resultado não ser o melhor para o Tricolor, gostei muito da postura defensiva do Tricolor! Apesar de cometer alguns erros, a zaga são-paulina mostrou-se muito bem postada. Que continue assim! Já o ataque... Sem Luis Fabiano e Aloísio, Osvaldo não foi bem.
            Agora o São Paulo enfrenta uma maratona de jogos dia sim dia não. Na terça o São Paulo enfrenta o Náutico, na quinta tem jogo contra o Criciúma e domingo partida dramática contra o Coritiba! Ufa! E tudo isso por causa da excursão mal planejada que o Tricolor fez  pela Alemanha e Japão.
            Graças ao bom Deus, eu estou de férias! Então é bem provável que eu escreva mais neste blog!

            
Eu e o Muricy 

Adoro quando acerto um placar


            Após a missa da manhã, fiquei conversando com dois amigos e meu marido sobre futebol e disse que o São Paulo perderia a partida ou empataria, mas ganhar do Botafogo no Rio... não! E não foi que pela ajuda da trave o São Paulo empatou em 0 X 0 com o Fogão?
            Apesar do resultado não ser o melhor para o Tricolor, gostei muito da postura defensiva do Tricolor! Apesar de cometer alguns erros, a zaga são-paulina mostrou-se muito bem postada. Que continue assim! Já o ataque... Sem Luis Fabiano e Aloísio, Osvaldo não foi bem.
            Agora o São Paulo enfrenta uma maratona de jogos dia sim dia não. Na terça o São Paulo enfrenta o Náutico, na quinta tem jogo contra o Criciúma e domingo partida dramática contra o Coritiba! Ufa! E tudo isso por causa da excursão mal planejada que o Tricolor fez  pela Alemanha e Japão.
            Graças ao bom Deus, eu estou de férias! Então é bem provável que eu escreva mais neste blog!
P.S. Texto escrito domingo passado (risos)

            

Nunca disse que era santa



            Nada me tira mais a paciência do que ter de provar a minha fé. E sinto tão forte isso neste momento.
            Muitas pessoas acham que depois que começam a freqüentar a Igreja, que os pecados deixam de existir. Que a pessoa torna-se uma santa sem erros. E na verdade não é isso.          
            Eu acredito que as pessoas que se decidem por Deus são fracas, assim como diz São Paulo: “Quando sou fraco então sou forte” (2 Cor 12 , 10) . Este desprendimento do “eu”, é destinado aos pobres de espírito. Não é fácil fazer a vontade de Deus. Eu por muitas vezes sou pega “fazendo o mal que não quero” (Rom 7, 15) , já o bem que eu quero... não consigo fazer.
            Conheço algumas pessoas que não acreditam em Deus, elas são seguras de si. Acham que nada de mal vai acontecer. Só não sei se são felizes (risos). E adoram julgar quem serve a Deus. Já ouvi muito: “mas você não serve a Deus?” ou “você não reza?”. Como se alguém que segue a Jesus não vá ter problemas ou defeitos. Jesus não veio para os “sãos”, mas para curar os doentes. Não só os doentes físicos, mas os doentes da alma.
            Sinto a cada dia que passa uma vontade enorme de depender de Deus, de me lançar em seu infinito amor. Percebo o quanto preciso melhorar. Às vezes sinto até tristeza por ver o quanto eu sou pecadora, limitada... E fico chateada quando eu tenho de provar para pessoas que eu rezo. Nas minhas limitações esqueço de não ligar para o que as pessoas falam ou pensam de mim. Cansa às vezes ser discriminada até por pessoas que são da Igreja, mas que não entende meu jeito pessoal de amar a Deus. Deixa pra lá. No fim serei julgada como todos os que acham que eu não rezo.
           


Uma vez por mês...



            Nunca pensei que eu tivesse coragem de escrever sobre menstruação, mas aos 30 anos de idade é bom perder a vergonha de escrever sobre alguns temas.
            Quando tinha quase 12 anos, eu tive o pior dia da minha vida: fiquei menstruada! Quando vi aquele sangue eu chorei tanto. No meu intimo sabia que sofreria muito por causa da danada. Minha mãe me deu os parabéns! Parabéns pelo que? Por sentir cólica todos os meses?
            Minha vida nunca mais foi a mesma. E quando eu tinha 15 anos o que já era ruim ficou ainda pior. Comecei a sentir dores fortíssimas que faziam eu vomitar, desmaiar e claro pagar micos. O meu fluxo é intenso, então imagina quantas vezes o absorvente vazou. Eu não entendia o porquê de eu sofrer tanto. Minhas amigas ficavam menstruadas por três ou quatro dias e eu... por sete longos e doloridos dias!
            Sofro antes, durante e depois da menstruação. Em 2004 eu era estagiária na Subprefeitura do Jabaquara e diferentemente de agora, que o prédio fica ao lado da estação de metrô, eu tinha de andar uns 15 minutos para chegar à prefeitura. E uma das vezes em que eu caminhava para o trabalho eu passei mal por causa da menstruação e vomitei e fiquei quase desmaiada na rua. Na época do ensino médio... nem gosto de lembrar. Passei mal na escola, no curso, na Biblioteca , no futebol (risos).
            E quando fui fazer a primeira das inúmeras ultra-sonografias preventivas? Todos na sala de espera olhando pra mim até que uma mulher ao lado de seu marido pergunta: “Você está de quantos meses?”. Eu toda sem graça respondi: “eu não estou grávida”  (risos).
            Poderia escrever um livro sobre às inúmeras vezes que eu me senti mal por causa da menstruação. Perdi as contas de quantas vezes eu me perguntei o porque da mulher sangrar todos os meses.
            Hoje em dia faço tratamento com a ginecologista, pois senão eu não consigo trabalhar, não consigo estudar, não consigo fazer nada. Ainda bem que existem alternativas para aliviar as dores menstruais.

            Uma vez por mês sinto inveja dos homens. Deve ser muito bom não ter de se preocupar com cólicas menstruais.  Às vezes acho injusto este mundo (risos). Os homens não tem menstruação e podem jogar e falar de futebol a hora que quiserem. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Férias queridas

          Hoje foi meu segundo dia de férias. Ainda não consegui descansar, pois estou resolvendo alguns probleminhas para o meu pai. Mas, só pelo fato de poder às 15h30 parar um pouquinho para escrever... Que delícia!
           Já escrevi dois textos para colocar aqui. Um, deles é atemporal, mas o outro.... vai ficar meio sem sentido. Mas, o que tem feito sentido ultimamente?
           Minha cabeça está fervilhando de vontade de escrever. mas há momentos que falta tempo. Pretendo escrever muito nestas férias. Preciso soltar a franga, no bom sentido (risos).  Quando não escrevo fico neurótica. Na verdade escrever para mim é libertador. Como tenho passado por situações complicadinhas, tanto de cunho pessoal como espiritual.... se eu não escrever fico doidona!
        Bom,. agora tenho de ir, pois preciso estudar um tiquinho. Tenho que fazer valer a pena o dinheiro gasto em meu curso de Inglês, Aliás, qualquer dia vou escrever alguma coisa em Inglês, Será que eu consigo?
P.S. Credo!  Usei muito o  diminutivo neste texto (risos)

domingo, 25 de agosto de 2013

Dependentes da Internet



            Você já reparou que as pessoas estão andando cada vez mais com a cabeça baixa? Mas não por se sentirem envergonhadas, mas sim por estarem fazendo alguma coisa em seus celulares! Reparei no trem. Acho que de umas dez pessoas, oito estão fazendo alguma no celular. Ou estão jogando ou navegando na Internet. É só reparar. As pessoas atualizam o Facebook com uma freqüência inacreditável. Confesso que estou meio enjoada do Face. As pessoas colocam tudo na rede. Por exemplo, “Partiu #cinema”, “partiu #casa”, “partiu #facu”.... Dá vontade de perguntar: “E ai partiu #vailerumlivro ou #fazerqualquercoisaque naoseja: “partiu #algumacoisa”. E a falsidade? O lugar de hipocrisia são as mídias sociais. Na rede todo mundo é santo, todo mundo reza e... dois links para cima ou para baixo... há uma postagem sobre a última balada ou a próxima... A Internet é fantástica, por ela se é capaz de chegar aos quatro cantos do mundo, mas quando usada sem sabedoria torna-se uma mal do século XXI, com inutilidades sem tamanhos.
            Eu confesso: também sou uma viciada em Internet, mas não nas mídias sociais, mas em News. Não fico um dia sem ler notícias... do Brasil e do mundo. Quando fico sem conexão de Internet em meu celular fico agoniada (risos). Em casa, quando fico sem conexão fico desesperada, pois preciso da abençoada para atualizar meu Blog...
            Não vejo o mundo sem Internet, aliás nem lembro como era o mundo antes do advento da Internet (risos). E olha que não faz tanto tempo assim. Na época em que cursava o ensino médio. Minha turma assistia ao Fantástico para ver qual mágica seria revelada pelo Mister M e na segunda comentávamos. Imagina se fosse agora? Os comentários seriam feitos instantaneamente por alguma mídia social, sem a ansiedade da espera pelo dia seguinte. Louco isso... e eu não sou tão velha assim....
           
           

Calos nos dedos do pé


            Quando está calor vou para o trabalho de chinelo e coloco o sapato de salto apenas para trabalhar. Claro que as pessoas ainda estranham ver uma pessoa vestida de social com Havaianas nos pés. Dias desses uma mulher ficou olhando muito para o meu pé. Minhas unhas estavam feitas, mas acho que ela não reparou nisso, mas sim no formato do meu pé que é feio pra caramba e nos calos que saltam a vista de quem olha para eles.
            O que talvez aquela mulher não saiba, é que os calos dos dedos do meu pé são meu maior orgulho. Eles não nasceram depois de eu começar a trabalhar no Banco, mas quando eu jogava futebol. Minha chuteira tinha uma costura que pegava exatamente encima dos dedos do meio. No começo sentia dor, mas depois aquilo tornou parte de mim. Como era meio-moleca, eu achava lindo (risos), pois não precisava usar rasteirinha, sandálias... Eu tinha a auto-estima (risos).
            O tempo foi passando e meus calos ficaram. Hoje em dia não posso jogar futebol por causa do sério problema de joelho que tenho, mas todas as vezes que olho para os calos do meu pé eu sinto uma alegria de ter podido jogar futebol, fazer o que eu gostava. Atualmente eu penso em ir ao podólogo para tirar estes calinhos, mas que eu vou sentir saudades deles... eu vou!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

JMJ: Eu fui!

     Vou publicar aqui o texto que escrevi para o site da minha paróquia: www.matrizsantaluzia.com.br

   

            Fiquei pensando em o que escrever sobre a Jornada Mundial da Juventude, pois  esta foi amplamente divulgada e até a Rede Globo transmitiu os principais eventos ocorridos em Copacabana. Cheguei a conclusão que deveria ser parcial e assim usar este espaço para contar de um jeito despojado, sem muita formalidade ou enquadramentos jornalísticos como é participara de uma JMJ.
            Sempre quis em ir a uma JMJ, mas nunca tive a oportunidade de realizar este desejo. Quando o Papa Bento XVI anunciou em Madri que a próxima JMJ era no Brasil, vi ali a chance de ir.
            Como trabalho, não pude participar de toda a JMJ, sendo assim, junto de mais ou menos uns 20 jovens da nossa Paróquia Santa Luzia, partimos rumo ao Rio de Janeiro para um fim de semana de graça.  Andamos quase 10 quilômetros a pé e sofremos um pouquinho para pegarmos o kit Vigília. Mas, quando lembro das manifestações de fé, como por exemplo, a de um sacerdote que se ajoelhou no meio da rua para receber oração dos jovens, percebo que valeu a pena!
            A JMJ por si só já atrai um número enorme de pessoas, somado ao carisma de Papa Francisco, o Rio de Janeiro ficou pequeno. As falhas na organização apareceram e confesso que no sábado eu tive vontade de voltar para São Paulo. Após dormir no calçadão de Copacabana, percebemos que estávamos próximo ao alambrado por onde passaria Papa Francisco e nesta hora o cansaço e o cheiro ruim que vinha dos banheiros químicos sumiram. Quando vimos aquele sorriso, a aclamação do povo... Simplesmente fantástico!
            A JMJ é uma experiência maravilhosa. Muito se fala de Igreja, de ser Igreja. E na JMJ se vive a Igreja. A mistura de raças, as línguas diferentes, a Igreja acontece nesta união dos povos. O significado do termo católico acontece e se vê o quão rica  e grande é a Igreja de Roma. É sensacional ver povos do mundo inteiro unidos em um só ideal e para mim este é o maior legado da JMJ.
            E participar da Santa Missa na Praia com aquele “mar de gente” foi uma experiência inesquecível. A próxima JMJ é na Polônia, na cidade de Cracóvia... Quem sabe a Paróquia Santa Luzia esteja lá também?

                                                                                              Janine M Prado


PC quebrado

      Meu PC tá pedindo outro e o sinal da Internet é mais lento que o trânsito de São Paulo, o que inviabiliza a utilização de Internet sem fio. Ou seja, fiquei sem poder atualizar este blog. Hoje por um milagre consegui entrar na Internet e escrever estas breves palavras.
     Sabe, tem tanta coisa acontecendo com meu time que se eu fosse escrever não pararia mais. Nunca imaginei ver o São Paulo nesta situação e enquanto houver esperanças contra o rebaixamento vou torcer. Afinal, não há o que fazer a não ser torcer.
      Não sei como JJ tem conseguido dormir... E o pior é aguentar a gozação das outras torcidas. É difícil!
     Bom, agora eu tenho de ir... Ao menos consegui atualizar o site da minha Paróquia (www.matrizsantaluzia.com.br). Ainda há muita coisa para mexer, mas só farei mudanças depois de meu PC passar pelo conserto...
      

      

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sem Internet

Mais uma vez estou com problemas de conexão e impossibilitada de atualizar este blog ou postar fotos no facebook... Odeio a Vivo! Sempre que preciso, fico sem Internet...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ser católico




            As pesquisas dizem que o número de Católicos no Brasil está diminuindo, mas isso não me preocupa. Eu sou a favor da qualidade e não da quantidade.
            Eu nunca deixarei a minha fé e tenho certeza que muitos dos que eu conheço também não. Já tive vários motivos e várias oportunidades de deixar minha Igreja, mas “Combati o bom combate, mas guardei a minha fé”.
            No final da década dos anos 1990, eu estava na adolescência e era apaixonada por um garoto de uma outra denominação religiosa, que prefiro não citar para não expor ninguém. Acredito que quando isso aconteceu, eu me tornei ainda mais Católica. Não é fácil para uma mulher apaixonada renunciar a um amor, ainda mais uma adolescente.  Foi a primeira vez que diante do sacrário pedi ajuda de Jesus para tomar uma decisão. Abri a Bíblia e caiu em uma passagem que só faltava estar escrito meu nome.
            Mas, não pense que esta decisão me trouxe alívio. Depois deste acontecimento conheci o lado ruim da Igreja. Até os 18 anos, eu achava todo mundo legal. Eu era espontânea e tinha uma alegria contagiante. Porém, conheci o ódio, a maldade, a fofoca. Conheci meu primeiro namorado na Igreja e acreditava que ele fosse uma pessoa boa e que sua ex-namorada fosse legal, pois eu acreditava que todo mundo que vai à Igreja era do bem, Ainda mais no caso dos dois que eram ministros de música, mas... Descobri que nem todo mundo que vai a Igreja realmente está aberto ao que Jesus veio ensinar.
            Quando cheguei a pesar 49 quilos e tomava remédios fortíssimos contra a depressão, eu me lembrava do SIM que eu havia dado. E questionei muito a minha decisão de servir a Jesus na Igreja de Roma. Passei pela provação e Jesus me deu de presente a oportunidade de ser do Ministério de Dança Ritmo de Cristo. Foi quando conheci as pessoas mais importantes da minha vida e que me ajudaram a permanecer na fé do Cristo.
            Aprendi que eu tinha de ir para Igreja não por causa das pessoas, mas sim pelo amor que eu tinha pela Santa Missa, pela Eucaristia... Eu, Janine, não tenho a menor a intenção de deixar a Igreja Católica. Sei que ela Santa, mas pecadora, pois é constituída por humanos e humanos erram. Sou péssima para perdoar, isso vou ter de lutar até o fim da minha vida.
            Vivo a expectativa de ir à Jornada Mundial Juventude, evento que sonho ir desde que me dei por gente. Sei que o Brasil nunca viu ou viveu um evento assim. Meu coração está feliz.  E os frutos da JMJ já começam a surgir. Na última sexta-feira o programa Globo repórter, exibiu uma matéria mostrando o trabalho da Igreja Católica nas mais diferentes vertentes. Que alegria ver Toca de Assis e a Comunidade Shalom sendo retratadas como elas são. Foi a primeira vez que as coisas boas da Igreja foram mostradas, pois geralmente só mostram as coisas ruins que correspondem a 0.01% do que Ela é. Gostei muito do programa, pois vi a ali a Igreja que conheci em 1994. Uma Igreja aberta a todos, que reza, que lê a Bíblia... que Jesus é o centro!
            Ser Católico não é fácil no dias atuais. Somos questionados por tudo e por todos. Quantas vezes já tive de explicar que não adoro imagem; que os católicos são convidados a viver a castidade; que lemos sim a Bíblia... Quantas vezes já sofri preconceito por servir a Jesus na Igreja de Roma! Mas, eis que o Espírito Santo envia Papa Francisco e novamente joga luz no que é ser cristão-católico. A vontade de servir a Jesus só aumentou! Sempre que eu lembro, agradeço a Deus por ser católica, por fazer parte da Igreja da Cruz! As provações e decepções me acompanharam até o fim vida, mas espero manter minha fé. Pois, quando vou à Igreja eu canto: “minha vida tem sentido cada vez que eu venho aqui.  E te faço meu pedido de eu não me esquecer de Ti”. (Pe Zezinho)

Sem o que falar



          Quando pensei em escrever este texto não sabia por onde começar. Fiquei tentando achar as palavras certas, mas quando não há o que fazer não se tem  que falar. O que me resta é torcer.
            No último sábado, o  São Paulo mais uma vez decepcionou. Perdeu para o Cruzeiro pelo placar de 3 a 0. O mesmo Cruzeiro que em outros tempos somente perdia para o São Paulo.
            Tenho boas lembranças do Cruzeiro. Em 1997 o São Paulo ganhou de 5 a 0 da Raposa com todos os gols marcados pelo Dodô e em 2008 o São Paulo iniciou aquela arrancada sensacional rumo ao título de campeão brasileiro . Tenho uma amarga lembrança também: a final da Copa do Brasil de 2000. Chorei muito neste dia (risos). Deixa pra lá!
            Acreditei que o São Paulo reagiria no sábado, mas desta vez o Cruzeiro cavou mais um pouquinho do buraco que o Tricolor se jogou desde quando Juvenal Juvêncio inventou de mudar o estatuto do clube e se reelegeu.
            Ao final da partida, boa parte da torcida presente no Morumbi protestou, porém quem merecia ser xingado foi blindado por quem tem rabo preso com a diretoria. Só um são-paulino muito burro não consegue enxergar que o problema do time não são os jogadores e sim a diretoria. Quem contrata os jogadores? Quem é responsável por contratar os preparadores físicos? Quem? A diretoria!
            Sei que Deus não olha para o futebol, pois Ele tem coisas mais importantes para fazer, mas comecei a rezar. Apesar do Brasileirão está no começo estou com medo do São Paulo jogar a série-B do ano que vem!
            Hoje ao ouvir o Marco Aurélio Cunha falando no programa Estádio 97, eu chorei! Imagina daqui três meses? Ainda bem que vou para a JMJ!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Torcer é...




            Quando eu era adolescente muita gente dizia que o sentimento que eu tinha pelo São Paulo era “fogo de palha”. Ou seja, que minha paixão futebolística passaria. Não passou! Hoje aos 30 anos sou tão ou mais apaixonada pelo Tricolor do Morumbi que no passado. E confesso que tenho sofrido por estes dias (risos). Como tem jogado mal o meu time do coração.
            Ao ver a partida entre Vitória e São Paulo domingo, eu me peguei pensando: “Por que eu ainda torço pelo Tricolor?”. Torcer é desesperador. Quando o time está bem é uma beleza. Tudo é motivo de festa. As comemorações produzem uma alegria sem fim e a única preocupação é saber onde pendurar o pôster do último título. Agora quando o time está mal... o sentimento é de impotência. O que pode fazer um torcedor a não ser torcer? Dá uma  vontade de entrar em campo e jogar. Ou no meu caso, perguntar ao Juvenal Juvêncio se ele é burro ou está ficando gagá.
            Neste exato momento o São Paulo está jogando contra o Corinthians, mas infelizmente o resultado até o presente momento não me agrada: 1 a 0 para o time de Itaquera. Não consigo mais assistir aos clássicos, pois sei que o São Paulo vai perder. Nestas horas eu me pergunto que tipo de torcedora eu sou. Como não conseguir ver o time de coração jogar? Daí lembro que não sou um robô programado para amar o Tricolor e que levo a paixão pelo futebol muito a sério. Não quero ver o jogo, pois já tenho problemas demais para ficar pensando em como o Tricolor anda jogando mal. Sinto raiva em não poder ser o Adalberto Batista e fazer alguma coisa pelo o futebol são-paulino. A raiva aumenta quando ouço que o técnico do São Paulo é Autuori e não Muricy Ramalho... Depois fico triste em saber que o São Paulo sempre soberano tornou-se um time comum que ruma a passos largos para série-B. Rogério Ceni merecia um final de carreira mais descente.
            Desejaria não gostar do São Paulo e muito menos de futebol! Gostaria de ser uma mulher normal sem amor a time nenhum, mas... futebol é como cachaça: faz mal, mas não tem como largar.
            Faltam nove meses para abril de 2014, mês da eleição presidencial no São Paulo. Espero do fundo do meu coração que o próximo presidente Tricolor coloque novamente o São Paulo nos trilhos. Ai que saudade do Marcelo Portugal Gouveia!
            Disperso-me por aqui, preciso torcer pelo São Paulo para que este não perca de goleada do Corinthians. O negócio “tá” feio!

domingo, 14 de julho de 2013

Derrotas, erros e cadê Muricy?




            Fica cada vez mais difícil eu escrever. São tantas as coisas para eu fazer. Saudades das aulas vagas da Escola Pública (risos).
            O São Paulo está mais perdido que cego em tiroteio. Na volta do Brasileirão depois da pausa para a Copa das Confederações, o Tricolor do Morumbi tomou um sacode do sub-20 do Santos. 2 X 0 foi pouco! E perdeu de virada para o Bahia: 2 X1, com Luis Fabiano e Clemente Rodrigues expulsos.
            Ney Franco foi demitido semana passada, pois pela Recopa Sul-Americana, o time do “Seu Juju”, perdeu mais uma vez para o Corinthians. Vergonhoso! Virou moda perder clássicos!
            Muricy Ramalho está desempregado, a torcida são-paulina clamou pelo nome dele e ... Juvenal Juvêncio trouxe Paulo Autuori. Não que o ex-técnico do Vasco seja um mau treinador, mas o Tricolor precisa de brio e do carisma que só Muriçoca pode dar! Está tudo indo muito mal!Se trouxessem o Muricy, a torcida teria um pouco mais de paciência se as derrotas começassem a aparecer. Já com Autuori no comando... na primeira derrota, eu acredito, os são-paulinos já irão xingar.
            Juvenal Juvêncio e Adalberto Batista são dois fanfarrões. Sem noção nenhuma. Quando nomes da política de um clube aparecem mais na mídia que os jogadores é porque o negócio “tá” feio.
            Juvenal Juvêncio já fez coisas esplêndidas pelo Tricolor, mas está na “hora de largar o osso”. Como este homem tem falado besteira! Misericórdia! Hoje aconteceu um monólogo de uma hora do JJ que nem merece comentários!
            Infelizmente, o São Paulo trilha o caminho para tornar-se um time comum.
            Caramba, nem lembrava o quanto é gostoso falar de futebol!
            Ah! Sexta-feira passada fui assistir ao programa Estádio 97 e Dario Pereyra estava lá! Simplesmente sensacional! Não posso ficar tanto tempo sem visitá-los! Amo!
            Fui!
           
           
           

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Por onde eu (re) começo?




            Não é segredo para ninguém que meu sonho era trilhar os caminhos do jornalismo, mas não sei se por incompetência ou por falta de oportunidade trilhei um outro caminho.
            Deus é  testemunha de que já pensei em mudar de foco, mas não consigo gostar de outra coisa. Mesmo sendo incompetente e escrevendo mal, eu teimo em amar a Comunicação Social. Ouço rádio todos os dias, acessos sites de notícia no celular... Sonho que estou escrevendo meu livro... Às vezes leio um texto e exclamo: “Muito bom!” e nem me preocupo em saber onde estou.: no trem , no ônibus ou na sala de casa.  Adoro ler. E ficou doente quando estou sem tempo para escrever. Mas, não queria ser assim. Queria ter aptidão para os números e tornar a vida mais fácil.
            Já pensei em tantas coisas para mudar a minha vida. Mas tudo envolve as letras. Pensei em voltar a estudar, pois preciso urgente de um novo emprego, mas só consigo pensar em cursos como: Mídias Sócias e Letras (risos)
            Sempre fui muito certinha. Sabe aqueles adolescentes que não dão trabalho? Acordava 05h para ir à escola e nunca me atrasava, Adorava estudar, mas agora... para eu ir para o trabalho. Só Jesus me tira da cama. É uma agonia ter de levantar. E olha que nem trabalho longe de casa, o que me dá o privilégio de acordar um pouco mais tarde, porém meu emprego está me desfigurando e como sou “certinha” tenho sofrido com isso.
            Sempre gostei das coisas certas e pessoas assim não nasceram para trabalhar sobre pressão, pois quando eu não consigo bater a meta me sinto um lixo de profissional. Sei que não sou, pois não nasci para ser bancária, mas meu inconsciente não entende isso. Tenho que fazer o que gosto nas horas vagas. Não é fácil sentir seu corpo inteiro doer depois de um dia de trabalho e ouvir: “O que você fez hoje?”. Na vida do bancário é assim. Se você não vende, você não trabalhou.
            Não sei o que faço para eu sair desta situação. Estou sem armas para lutar. Não tenho aptidões para conseguir um novo emprego. Estou totalmente perdida, sem rumo. Não sei mais o que faço. Toda esta situação me mostrou que o mais difícil do que ter o problema e não saber por onde começar a resolvê-lo.
            Domingo, chegou a Folha e já fui direto no caderno de empregos: “Vaga no caderno de Esportes”. Pensei que fosse minha chance, mas vi que precisava de Inglês fluente e o meu é Intermediário. Mais uma vez me senti mal. Não sei o que fazer.
            Conduzi minha vida toda torta e aos 30 quero consertar e preciso fazer isto  antes de ter um ataque fulminante do coração. Acho que vou vender docinhos. É a única coisa que sei fazer direito.
            Mais, ainda com tanta coisa ruim, vejo as coisas boas. São poucos aqueles que nasceram na periferia e fizeram uma pós-graduação, mesmo eu não utilizando absolutamente nada do que eu aprendi lá e mesmo tendo gastado uma nota e não ter recebido um centavo de aumento no salário, valeu a pena. Poderia ser pior. Já pensou se eu tivesse o sonho de ser Comissária de Bordo? Com que dinheiro pagaria o curso. Ou se eu quisesse ser Veterinária? A mensalidade da Faculdade é maior que o meu salário.
            Cheguei a conclusão que as oportunidades estão próximo dos que já nasceram “com o fiofó” para lua. São raros os médicos e doutores oriundos das periferias. O esforço por vezes não supera as oportunidades da vida. Existem tantas pessoas graduadas, mas que não tiveram oportunidade de aprender uma outra língua e se destacar em meio ao furioso mercado de trabalho e agora estão neste momento atendendo clientes em algum Call Center por aí!
            A vida segue. Espero dias melhores. Quero apenas a alegria de agradecer o emprego que eu tenho!

Uma música para cada momento



 
            Eu não sou uma pessoa musical. Não entendo nada de notas, de acordes, de timbres... mas gosto de música. Considero-me uma pessoa eclética, pois não sou pagodeira, roqueira, funkeira... quando gosto de uma música não me importo com o ritmo: apenas gosto e pronto.  Mas, sou católica e como boa católica, ouço música católica (risos).
            Parei para pensar e percebi que para cada época da minha vida existe uma música; Algumas me emocionam de tal forma... e outras que me dizem coisas que preciso ouvir naquele instante.
            Quando estava no telebanco, sem perspectiva nenhuma, com medo de ir para agência. Deus falou comigo por uma música do Dunga da Canção Nova. Era uma manhã de sábado e eu estava passando pano no chão da casa do meu pai e ouvindo o Dunga no último volume... quando uma frase me chamou a atenção: “Não tenhas medo de crescer, nem medo de aprender. Contigo estarei, Tua causa jamais abandonarei!”. Precisava de mais alguma coisa?
            Outra música que marcou minha vida é uma bem antiga do pe Zezinho que diz: “Minha vida tem sentido cada vez que eu venho aqui. E te faço o meu pedido de eu não me esquecer de ti”. Quando estou sem palavras para rezar ou chateada com Deus por não ver minha vida andar rezo com esta música.
            Confesso que sou Dunguete. Para quem não conhece o Dunga. Ele é um missionário da Comunidade Canção Nova. Dunga, não tem técnica vocal nenhuma, não canta bem. Não tem uma voz linda, mas suas músicas são pregações que falam do amor de Jesus por nós e mostra que se cairmos podemos nos levantar. E o Dunga tem feito presença na minha vida com suas canções. Não consigo ouvir Dunga se eu estiver bem (risos). As músicas deste missionário de Deus são combustíveis para minha alma. Uma alma sedenta de Deus.
            Claro que tem as músicas seculares que marcaram minha vida. Quando escuto Raça Negra lembro da minha infância, infância marcada pela separação dos meus pais. Que tempos difíceis aqueles. E quando escuto Racionais MCs? Como não lembrar da Periferia querida. Tudo o que eles cantaram eu vi aqui na zona super.
            No ano 2000, ao cursar o último ano do ensino médio, eu me diverti muito. Foi um ano marcante. Um tempo de aprendizado e claro de muita música. Estudava na Nossa Senhora de Fátima e ficava quase uma hora esperando sentada na escadaria do curso a hora de entrar. E todas às vezes que escuto a Ivete cantando: “meu coração sem direção. Voando só por voar”(...) lembro desta época.e do primeiro fora (risos).
            Espero sempre marcar a minha história com uma bela música. Sendo assim, os momentos ficam eternos dentro da gente e as pessoas também. Não consigo ouvir a Banda Dominus sem lembrar da minha mocreia querida... Eita saudade de você Kelly Melo!
            Infelizmente, nunca poderei escrever uma música para expressar o que a música é capaz de produzir na minha alma, na minha vida e na minha história! E se eu fosse escrever aqui todas as músicas que marcaram minha vida... Daria um livro!